Julinho Botelho, Djalma Santos, Felix, Ivair, Enéas, Capitão e Dener. A Associação Portuguesa de Desportos completa 96 anos de história e tradição no futebol brasileiro, com uma camisa de peso vestida por ídolos eternos e recheada de conquistas inesquecíveis.

 

O Acervo da Lusa aproveitou a data para presentear a torcida rubro-verde com um vídeo especial. Uma síntese da história do clube e do orgulho da torcida. Um grito de resistência e de paixão vindo das arquibancadas do estádio do Canindé neste aniversário.

Escudos e Mascotes

Cartuns da Lusa - Por Paulo Batista

A Associação Portuguesa de Desportos foi fundada no dia

14 de agosto de 1920. A data remete à histórica Batalha de Aljubarrota,

dia em que Portugal tornou-se independente da Espanha em 1385.

O clube nasceu da fusão de cinco times de futebol de São Paulo com origem portuguesa: Lusíadas FC, EC Lusitano, AA 5 de Outubro, AA Marquês de Pombal e Portugal Marinhense.

 

O futebol foi o ponto forte da Lusa desde sempre. Não a toa a Rubro-Verde ficou com a taça do Campeonato Paulista em três oportunidades: 1935, 1936 e 1973. As duas conquistas do Torneio Rio-São Paulo, em 1952 e 1955, fizeram a Portuguesa ser o time-base da seleção brasileira. As excursões invictas do esquadrão lusitano pelo mundo renderam ao time três edições

da Fita Azul.

 

Houve ainda as conquistas de dois canecos da Copa São Paulo de Juniores, em 1991 e 2002, sem contar a Rubro-Verde campeã brasileira da Série B
em 2011. Isso tudo, claro, além da marca de revelar craques como
Djalma Santos, Ivair, Enéas e Dener. Fora dos gramados, o clube
ainda tem história no ciclismo e no hóquei. Sem contar a mais
tradicional Festa Junina de São Paulo.

 

Nossa casa

 

Hinos

Títulos

  • Campeonato Paulista

     

    1935

    A Lusa disputou o campeonato com mais sete equipes chegando ao final da primeira fase empatada em pontos com o Ypiranga, uma das maiores forças do futebol paulista na época. Dois jogos-desempate foram realizados. O primeiro deles terminou empatado em 2 a 2, mas no segundo a Portuguesa mostrou força e goleou por 5 a 2, com gols de Adolfo (2), Paschoalino, Duílio e Carioca.

     

    Tadeu, Fiorotti, Gasperini, Duílio, Barros, Passerini, Guilherme, Frederico, Paschoalino, Carioca e Nicola

     

    1936

    O torneio também foi disputado entre sete times, mas a Portuguesa não teve dificuldades para conquistar o título. Com dez vitórias, um empate e apenas uma derrota – goleando o Ypiranga por 6 a 1 na última partida – a Rubro-Verde sagrou-se bicampeã paulista pela APEA. Carioca foi o artilheiro das duas conquistas, marcando 18 gols em cada competição.

     

    Rodrigues, Fiorotti, Oswaldo, Gasperini, Duílio, Barros, Frederico, Mandico, Arnaldo, Carioca e Adolpho

     

    1973

    O campeonato foi disputado por 12 clubes em dois turnos. O Santos foi campeão do primeiro e a Lusa do segundo. O título foi decidido no dia 26 de agosto, no Morumbi, com 116 mil torcedores dividindo as arquibancadas. Os times empataram sem gols durante o tempo normal, sendo que o árbitro Armando Marques anulou um gol legítimo de Cabinho na prorrogação. Na disputa por pênaltis, o juiz errou na contagem, decretou o Santos campeão antes da hora, voltou a atrás e foi obrigado a dividir o título.

     

    Zecão, Cardoso, Pescuma, Calegari, Isidoro, Badeco, Basílio, Xaxá, Enéas, Cabinho e Wilsinho

     

    Técnico: Otto Glória

  • Torneio Rio São Paulo

     

    1952

    Dez jogadores da Portuguesa integravam a Seleção Paulista neste ano. Quatro vestiram a camisa da Seleção Brasileira no Pan-Americano. O principal campeonato do país em disputa naquele período era o Torneio Rio-São Paulo. O maior esquadrão da história da Lusa chegou à final vencendo Palmeiras, Corinthians, Santos, Botafogo e Bangu. Na decisão, a Rubro-Verde enfrentou o Vasco da Gama em dois jogos. O primeiro, em um Pacaembu com mais de 40 mil espectadores, o time lusitano goleou por 4 a 2. A taça foi levantada no Maracanã após um empate em 2 a 2.

     

    Muca, Nena, Noronha, Djalma Santos, Brandãozinho, Ceci, Julinho, Renato, Nininho, Pinga e Simão

     

    Técnico: Jim Lopes

     

    1955

    O goleiro Cabeção e o artilheiro Ipojucã eram os grandes destaques do time luso para a temporada. Os dois jogadores de vasta experiência eram as estrelas da equipe. Julinho Botelho dava sequência à fama de goleador e a segunda conquista do Rio-São Paulo seria crucial para a transação com a Fiorentina, da Itália. Depois de vencer São Paulo, Santos, Fluminense e América-RJ, a Lusa encarou o Palmeiras na final. Os dois jogos foram disputados no Pacaembu, totalmente lotado. O primeiro terminou com empate em 2 a 2. No segundo, Ipojucã e Julinho foram para as redes e garantiram o título da Rubro-Verde com uma vitória por 2 a 0.

     

    Cabeção; Nena, Floriano, Djalma Santos, Brandãozinho, Zinho, Julinho Botelho, Ipojucã, Aírton, Edmur e Ortega

     

    Técnico: Délio Neves

     

     

  • Fita Azul

     

    O jornal “A Gazeta Esportiva”, o maior periódico esportivo da época, dava o prêmio “Fita Azul” a todos os clubes brasileiros que excursionassem pelo exterior e retornassem ao país invictos por ao menos dez jogos.

     

    A primeira edição foi conquistada pela Lusa em 1951 na Turquia, na Espanha e na Suécia::

     

    A segunda “Fita Azul” foi dada pelo jornal à Portuguesa após uma viagem do time rubro-verde a três países da América do Sul em 1953:

     

    A terceira e última edição do prêmio “Fita Azul” foi vencida pela Rubro-Verde no ano seguinte, em 1954, em uma nova excursão pela Europa:

     

  • Copa São Paulo

     

    1991

    Dener, Sinval, Tico e Pereira formaram a linha de ataque de um dos melhores times da história da Copa São Paulo de Juniores. A equipe comandada pelo técnico Écio Pasca bateu um recorde: conseguiu vencer todas as partidas que disputou na competição. A final, contra o Grêmio, aconteceu no Pacaembu e a Lusa goleou por 4 a 1. Paulo Luís levou o troféu de melhor goleiro, Sinval, com dez gols, foi o artilheiro e Dener, com nove gols, foi eleito a revelação do campeonato.

     

    Paulo Luís, Josias, Sousa, Baiano, Romã, Maninho, Cícero, Sinval, Dener, Tico e Pereira

     

    Técnico: Écio Pasca

     

    2002

    Iniciando a trajetória em um grupo sediado no Guarujá, no litoral paulista, a Lusa estreou no campeonato com uma goleada de 8 a 0 sobre o Mixto-MT. Na sequência, a equipe comandada pelo ex-jogador e técnico Edu Marangon bateu o Botafogo-SP por 3 a 1, o Guarujá por 4 a 0 e empatou com o Atlético Sorocaba em 1 a 1. Desbancando Flamengo e Ponte Preta, a Portuguesa enfrentou o Cruzeiro na final. O time venceu por 1 a 0 e levantou a taça dentro de casa, no estádio do Canindé.

     

    Daniel, Jackson, Júnior, Fernandão, Júlio, Bruno, Lelo, Danilo, Iotte, Alex Afonso e Kesley

     

    Técnico: Edu Marangon

     

  • Campeonato Brasileiro Série B

    2011

    Toque de bola, domínio do jogo, tática flexível, ausência de um goleador fixo e placares elásticos. Não a toa o time comandado pelo técnico Jorginho recebeu o apelido de “BarceLusa” na Série B de 2011. Todos os jogadores do time titular, com exceção do goleiro Wéverton, marcaram gols. O arqueiro, inclusive, disputou todas as partidas da competição. Os números impressionam até hoje.

     

    A Lusa esteve nas primeiras posições da tabela do início ao fim do torneio, fazendo do Canindé o grande trunfo. Luís Ricardo, Marco Antônio e Ananias foram os principais destaques da equipe que fez uma das melhores campanhas da história do campeonato: 23 vitórias, 12 empates e apenas três derrotas. E mais: 17 pontos a frente do segundo colocado. Título coroado com o Canindé lotado na reta final.

     

    Wéverton, Luís Ricardo, Mateus (Leandro Silva), Rogério (Renato), Marcelo Cordeiro, Boquita, Guilherme, Marco Antônio, Henrique, Ananias e Edno

     

    Técnico: Jorginho

     

 

Ídolos

Torcida

Visite o Museu

Museu Histórico da Associação Portuguesa de Desportos

Rua Comendador Nestor Pereira, 33 - Canindé - São Paulo - SP

Aberto aos sábados, das 11h às 14h

Entrada franca

O site Acervo da Lusa é parceiro e tem o apoio oficial da Associação Portuguesa de Desportos

 

 

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